Medbolso Diminui a Burocracia no Faturamento Médico: Como Funciona
Startup paraense residente no PCT Guamá automatiza o fluxo completo de pagamentos médicos — de guias TISS a repasse cooperado — reduzindo glosas em até 60% e liberando o repasse médico em minutos ao invés de dias. Conheça os cases reais da COOPANEST e SAMPA.

Medbolso diminui a burocracia no faturamento médico
Fundada em 2018 como spin off da Execute Soluções em TI, a Medbolso nasceu dentro do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém do Pará, com uma missão clara: eliminar o trabalho manual e os erros humanos no faturamento de cooperativas e grupos médicos brasileiros.
Em seu primeiro biênio de operação, a plataforma já havia processado mais de 52 mil guias médicas e registrado mais de 45 mil pacientes — números que hoje cresceram para mais de 2 milhões de guias processadas mensalmente em toda a base de clientes.
O problema que a Medbolso resolve
No Brasil, cada procedimento médico — consulta, cirurgia, plantão, exame — gera uma guia correspondente que precisa ser transmitida ao convênio no padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar). Para uma cooperativa com 200 médicos ativos, isso pode significar milhares de guias por mês. Gerenciar esse volume manualmente gera:
- ⚠️ Glosas evitáveis por erros de digitação, campo preenchido incorretamente ou prazo vencido
- ⏳ Atraso no repasse: faturistas levavam 2 a 5 dias úteis para consolidar a produção mensal de um único médico
- 📉 Receita não recebida: guias recusadas pelas operadoras sem contestação formal adequada
- 🔁 Retrabalho constante: conferência manual de lotes, correção de erros e reenvio
"O principal ROI que a gente tem é a agilidade no repasse médico. Os nossos clientes demoravam, no mínimo, dois dias úteis para ter a consolidação de quanto o médico cooperado iria receber. Com a Medbolso essa informação pode ser acessada em minutos."
— Adailton Lima, Co-fundador da Medbolso
Como a Medbolso automatiza o fluxo
A plataforma cobre o ciclo completo do faturamento médico em etapas integradas:
1. Cadastro e Validação de Guias
Guias são inseridas manualmente ou importadas via XML TISS. O sistema valida automaticamente campos obrigatórios, códigos de procedimento (TUSS/CBHPM/AMB) e regras específicas de cada operadora — antes mesmo do envio ao convênio.
2. Gestão de Lotes e Plantões
Plantões são agrupados em lotes de faturamento com controle de status (aberto, enviado, pago, glosado). O gestor visualiza em tempo real quais lotes estão pendentes, quais foram pagos e quais precisam de recurso de glosa.
3. Repasse Automático ao Médico
Com os valores processados, o sistema calcula automaticamente o repasse individual de cada médico cooperado — considerando percentuais por especialidade, descontos, antecipações e encargos — gerando o extrato individualizado em segundos.
Cases Reais: da teoria à prática
COOPANEST-PA — Cooperativa de Anestesiologia do Pará
A COOPANEST-PA é uma das maiores cooperativas de anestesiologia do Norte do Brasil, com mais de 100 médicos cooperados atuando em hospitais públicos e privados de Belém. Antes da Medbolso, a equipe de faturamento processava guias manualmente em planilhas Excel, o que resultava em:
- Taxa de glosa acima da média do mercado (>12%)
- Repasse médico com atraso de até 5 dias após fechamento do lote
- Faturistas sobrecarregados durante o fechamento mensal
Com a implantação da Medbolso, a COOPANEST reduziu significativamente o volume de glosas técnicas e operacionais, automatizou o cálculo de porte anestésico e passou a liberar o repasse em menos de 24 horas após o fechamento do lote.
SAMPA Saúde — São Paulo
A SAMPA Saúde é um grupo médico paulistano que atua em múltiplas especialidades. O desafio era escalar o faturamento sem contratar mais faturistas. Com a Medbolso, a equipe de 3 pessoas passou a gerenciar um volume 3x maior de guias sem aumento de headcount, graças à automação do cadastro e validação de guias.
Resultados Mensuráveis
Por que a Medbolso ganhou o prêmio PCT Guamá?
Em 2020, a Medbolso foi reconhecida como uma das startups mais inovadoras residentes no PCT Guamá, o principal polo de inovação tecnológica da Região Norte. O reconhecimento veio pela combinação de impacto social (melhoria da saúde pública) com inovação tecnológica aplicada a um problema real e complexo do setor de saúde suplementar brasileiro.
Conclusão: tecnologia a serviço do médico
A burocracia do faturamento médico brasileiro é real, complexa e custosa. Cooperativas e grupos médicos que ainda dependem de planilhas ou processos manuais estão deixando dinheiro na mesa — seja em glosas não contestadas, repasses atrasados ou horas de trabalho desperdiçadas em tarefas que podem ser automatizadas.
A Medbolso prova que é possível transformar esse cenário com tecnologia acessível e especializada. Mais de 35 organizações médicas já deram esse passo. A sua pode ser a próxima.
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