Faturista Médico: Guia Completo de Cálculo de Produção Médica (CBHPM, AMB, TUSS)
Guia técnico completo para faturistas médicos: como calcular produção médica com tabelas CBHPM, AMB e TUSS, portes cirúrgicos, coeficientes de anestesia, auxiliares e regras por operadora. Com imagens reais do módulo de faturamento Medbolso.

Faturista médico: o profissional por trás do financeiro da saúde
O faturista médico é responsável por transformar procedimentos realizados em guias médicas pagáveis. É um trabalho técnico, detalhista e de altíssima responsabilidade: um erro de digitação, um código errado ou uma regra ignorada pode resultar em glosa — ou seja, o não pagamento do valor pelo convênio.
Neste guia, você vai entender como funciona o cálculo de produção médica nas principais tabelas utilizadas no Brasil, com exemplos práticos e como a tecnologia pode automatizar esse processo.
As tabelas de procedimentos médicos no Brasil
Existem três tabelas principais utilizadas no faturamento de procedimentos médicos no Brasil:
1. CBHPM — Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos
A CBHPM é a tabela de referência elaborada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela AMB (Associação Médica Brasileira). Cada procedimento possui:
- Código CBHPM: identificador único do procedimento (ex: 3.01.01.09-0 para consulta médica em consultório)
- Porte: indica a complexidade do procedimento (1A, 2A, 3B, 4C...)
- Número de UCO: Unidades de Custo Operacional — valor base calculado em reais
- Porte anestésico: coeficiente para o cálculo do honorário do anestesista
2. AMB — Associação Médica Brasileira
Tabela predecessor da CBHPM, ainda utilizada por algumas operadoras antigas. O cálculo é baseado em Unidades de Serviço (US) multiplicadas por um fator de conversão definido em contrato com cada operadora.
3. TUSS — Terminologia Unificada da Saúde Suplementar
A TUSS é o padrão da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para troca de informações entre operadoras e prestadores via TISS. Todo procedimento enviado eletronicamente deve usar o código TUSS.
Como calcular o porte anestésico na CBHPM
O cálculo do honorário do anestesista é um dos mais complexos do faturamento médico. A fórmula básica é:
Exemplo prático:
- Procedimento: Colecistectomia videolaparoscópica (código CBHPM 3.07.02.01-3)
- Porte anestésico: 8
- Valor da UCO: R$ 10,00 (varia por operadora e região)
- Fator de conversão: 1,5
- Honorário: 8 × R$10,00 × 1,5 = R$120,00
Auxiliares cirúrgicos
O número de auxiliares e seus honorários também seguem a tabela CBHPM. Cada procedimento define quantos auxiliares são permitidos e qual percentual do porte cirúrgico eles recebem. Por exemplo, o primeiro auxiliar geralmente recebe 30% do porte do cirurgião principal.
COAF — Coeficiente de Atividade Físico-Funcional
Para procedimentos ambulatoriais, existe o COAF, que é um multiplicador aplicado sobre o porte que considera a complexidade e o ambiente onde o procedimento é realizado (consultório, ambulatório hospitalar, centro cirúrgico).
Regras específicas por operadora: o maior desafio do faturista
Cada operadora de saúde (Unimed, Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil etc.) pode definir:
- Fator de conversão próprio sobre as tabelas AMB/CBHPM
- Procedimentos com cobertura restrita ou não cobertos
- Regras de quantidade por guia ou por período
- Documentos obrigatórios por tipo de procedimento (laudos, relatórios médicos)
- Prazos de envio de guias e contestação de glosas
Gerenciar essas regras manualmente para múltiplas operadoras é praticamente impossível sem tecnologia. É aqui que o software faz a diferença.
Como a Medbolso automatiza o trabalho do faturista
A Medbolso foi construída com faturistas médicos desde o início do seu desenvolvimento. As principais funcionalidades que eliminam o trabalho manual são:
✅ Tabelas sempre atualizadas
CBHPM, AMB e TUSS são mantidas atualizadas pela Medbolso. O faturista não precisa se preocupar com versões desatualizadas de tabelas.
✅ Cálculo automático de porte anestésico e auxiliares
Basta selecionar o procedimento e o sistema calcula automaticamente o honorário do anestesista e de cada auxiliar, aplicando as regras da operadora correspondente.
✅ Validação antes do envio
O sistema valida automaticamente se a guia está completa e correta antes do envio ao convênio via TISS XML — eliminando glosas técnicas evitáveis.
✅ Gestão de glosas e recursos
Guias glosadas são identificadas automaticamente. O faturista consegue contestar diretamente na plataforma com o histórico completo da guia como evidência.
"Antes levava uma semana para fechar a produção do mês. Com a Medbolso, em dois dias tudo está faturado, conferido e os médicos já sabem quanto vão receber."
— Equipe de Faturamento, FARCOOP
Erros mais comuns de faturistas que geram glosas
- Código de procedimento incorreto: confusão entre TUSS e CBHPM para a mesma operadora
- Porte anestésico errado: usar porte do cirurgião em vez do porte anestésico correspondente
- CID incompatível: CID informado não corresponde ao procedimento realizado
- Dados do beneficiário incorretos: número de carteirinha, data de nascimento ou nome com divergências
- Envio fora do prazo: cada operadora tem prazo específico para envio de guias
- Ausência de autorização prévia: procedimentos que exigem autorização enviados sem o número de autorização
Conclusão
O trabalho do faturista médico é técnico, estratégico e diretamente ligado à saúde financeira da cooperativa ou grupo médico. Com o volume de procedimentos e a complexidade das regras de cada operadora, a automação não é luxo — é necessidade.
Se você é faturista ou gestor de uma cooperativa, conheça como a Medbolso pode transformar seu fluxo de faturamento e reduzir suas glosas em até 60%.
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