Como Calcular Valores de Procedimentos Médicos: Guia Prático de Faturamento (CBHPM, TUSS, AMB)
Guia prático e completo: aprenda como calcular os valores de procedimentos médicos usando CBHPM, TUSS e AMB. Entenda portes cirúrgicos, coeficientes, UCO, fatores de conversão e como garantir que sua cooperativa ou grupo médico receba o valor correto.

Como são calculados os valores dos procedimentos médicos no Brasil?
O cálculo do valor de um procedimento médico no Brasil não é único — ele depende da tabela de referência utilizada, do contrato com a operadora de saúde e da especialidade do profissional. Entender essas variáveis é fundamental para garantir que médicos, cooperativas e grupos médicos recebam o valor correto pelo seu trabalho.
Neste guia, você vai aprender do zero como funciona o sistema de precificação de procedimentos médicos no Brasil.
As 3 tabelas principais de procedimentos médicos
CBHPM — Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos
A CBHPM é a tabela mais utilizada no Brasil para o faturamento de procedimentos cirúrgicos e de média/alta complexidade. Ela é organizada pelo CFM e pela AMB e classifica cada procedimento em:
| Componente | O que é | Exemplo |
|---|---|---|
| Código CBHPM | Identificador único do procedimento | 3.01.01.09-0 |
| Porte | Nível de complexidade (1A até 10) | 4C, 6B, 8A |
| UCO | Unidade de Custo Operacional (valor base) | R$ 8,50 a R$ 14,00 |
| Porte Anestésico | Coeficiente para honorário do anestesista | 6, 8, 10, 12 |
| Nº de Auxiliares | Quantidade permitida de auxiliares cirúrgicos | 0, 1, 2, 3 |
TUSS — Terminologia Unificada da Saúde Suplementar
A TUSS é o padrão eletrônico da ANS para comunicação entre operadoras e prestadores. Todo procedimento enviado via TISS (XML) deve usar o código TUSS. Nem sempre o código TUSS e o CBHPM são iguais — é responsabilidade do faturista fazer a correspondência correta.
AMB — Associação Médica Brasileira
Tabela mais antiga, ainda ativa em contratos de algumas operadoras. O cálculo é baseado em Unidades de Serviço (US) com fator de conversão negociado por contrato.
Passo a passo: como calcular o valor de um procedimento cirúrgico
Vamos usar como exemplo uma apendicectomia videolaparoscópica:
Dados do procedimento (CBHPM):
- Código CBHPM: 3.09.02.01-9
- Porte do cirurgião: 6B = 6 UCOs
- Porte anestésico: 8
- Número de auxiliares permitidos: 1
- Percentual do auxiliar: 30% do porte do cirurgião
- Valor da UCO na operadora X: R$ 12,00
- Fator de conversão da operadora: 1,2
Cálculo do honorário do cirurgião:
Cálculo do honorário do anestesista:
Cálculo do honorário do auxiliar:
Total do procedimento (honorários):
Nota: os valores de UCO e fatores de conversão variam por operadora, estado e contrato. Os valores acima são meramente ilustrativos.
Por que os valores variam tanto entre operadoras?
Cada operadora de saúde negocia individualmente com os prestadores (cooperativas, clínicas, hospitais) os fatores de conversão aplicados sobre as tabelas CBHPM/AMB. Isso significa que o mesmo procedimento pode pagar:
- R$ 200,00 em uma operadora menor com fator baixo
- R$ 600,00 em uma operadora grande com fator negociado pela cooperativa
Por isso, cooperativas médicas bem estruturadas — com dados de produção organizados e histórico de negociação — conseguem melhores contratos com operadoras, aumentando a receita dos médicos cooperados.
Procedimentos que pagam mais: o que os médicos precisam saber
De forma geral, os procedimentos com maior valor de porte cirúrgico na CBHPM são aqueles de alta complexidade, como:
- Cirurgias cardiovasculares (porte 10+)
- Cirurgias neurológicas complexas
- Transplantes (cobertos por tabela própria DTBOH/SUS)
- Procedimentos oncológicos cirúrgicos
Já procedimentos ambulatoriais como consultas, pequenas cirurgias e curativos têm portes menores mas, pelo volume, podem representar parcela significativa da receita de uma cooperativa.
Como a Medbolso garante que você receba o valor correto
O módulo de faturamento da Medbolso automatiza todo o cálculo descrito acima. Na prática, o faturista:
- Seleciona o procedimento pelo código CBHPM ou TUSS
- Informa a operadora e o profissional envolvido
- O sistema calcula automaticamente o porte, os auxiliares, o porte anestésico e o valor total — aplicando as regras específicas da operadora
- A guia é validada e enviada via TISS XML
- O sistema monitora o retorno da operadora (pago, glosado, em análise)
"A Medbolso nos deu visibilidade total de quanto cada procedimento gera de receita por operadora. Isso mudou nossa estratégia de negociação de contratos completamente."
— Gestora Financeira, COOPANEST-PA
Conclusão: conhecimento + tecnologia = mais receita
Entender como calcular o valor de procedimentos médicos é o primeiro passo. O segundo — e mais importante — é ter um sistema que faça esse cálculo automaticamente, sem erros, respeitando as regras de cada operadora e gerando os relatórios que sua cooperativa precisa para crescer.
Com a Medbolso, você tem tabelas sempre atualizadas, cálculos automáticos e total rastreabilidade do faturamento. Descubra como podemos ajudar sua organização médica a aumentar a receita e reduzir glosas.
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